terça-feira, 15 de outubro de 2013

OLA GENTE HOJE COLOCAREI OS PRODUTOS DA LABCON QUE EU USO QUE SÃO MUINTO BONS.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

OLA GENTE HOJE COLOCAREI TUDO SOBRE CICLIDEOS AFRICANOS E UM VIDEO DO MEU AQUARIO DE CICLIDEOS AFRICANOS.

1 - Introdução
Os Ciclídeos Africanos tem a sua origem em várias regiões. Existem ciclídeos na África Ocidental, Oriental, nos rios africanos e nos chamados "Rift Lakes". O termo "Rift Lakes" aplica-se aos três principais lagos do continente africano: Lagos Victoria, Tanganyika e Malawi. Entre estes lagos rochosos, o que abriga o maior número de espécies é o Lago Malawi (mais de seiscentas espécies catalogadas - mas mais da metade já extintas). A maioria das espécies que habitam estes lagos são endêmicas, isto é, apenas são encontradas no respectivo lago.
1.1 - Características Gerais
Ciclídeos do Lago Malawi pertencem a dois grupos distintos: Mbuna (peixes que habitam a parte rochosa do lago) e Non-Mbuna (todos os outros) - outros nomes associados a este último grupo são: Utakas e Haplochromis (Haps).
Mbunas são menores, mais activos e agressivos que os non-mbunas, são usualmente herbívoros, alimentando-se basicamente de algas rochosas e pequenos crustáceos. Os principais géneros são: Pseudotropheus, Melanochromis, Labidochomis, Labeotropheus, Cynotilapia, Gephyrochomis, entre outros.
Non-mbunas são menos agressivos (para os padrões dos ciclídeos africanos!) principalmente porque os seus territórios não são tão pertos entre si e são menos definidos (por habitarem a parte mais aberta do lago); são maiores que os mbunas e são na sua maioria omnívoros (alimentando-se de alevins, pequenos invertebrados, plancton, etc). Os principais géneros são: Aulonocara ("Peacocks"), Haplochromis ("Haps").
Tipicamente os ciclídeos do Lago Tanganyika desovam no substrato, e alimentam-se de plancton, microcrustáceos e alevins (micro-predadores e omnívoros). Os principais géneros são: Tropheus, Lamprologus, Neolamprologus, Julidochromis.
No entanto, estas características são apenas generalizações, e certamente existem muitas excepções. Por exemplo, a Cyphotilapia do Lago Tanganyika atinge até 35 cm, e alguns shell-dwellers podem apresentar um comportamento agressivo comparável aos mbunas. E, do mesmo modo que os ciclídeos do Malawi, existem Tanganyikas predominantemente herbívoros, omnívoros e predominantemente carnívoros.
1.2 - Dimorfismo/Dicromatismo
Em várias espécies, normalmente o macho é maior e possui coloração mais vistosa que a fêmea. Entretanto, enquanto alevins, todos possuem a coloração da fêmea, não sendo possível distinguir o sexo pela cor. Somente quando juvenis, ou mesmo adultos em algumas espécies, é que a cor definitiva aparecerá. Em algumas situações, entretanto, um macho adulto poderá tomar a cor da fêmea. Por exemplo, quando um macho não dominante é seguidamente atacado pelo dominante (não necessariamente da mesma espécie), o primeiro pode adquirir a coloração da fêmea da espécie, camuflando-se como proteção. O modo correcto de distinguir o sexo é verificando os canais genitais, que nas fêmeas são maiores e mais arredondadas (para facilitar a desova). Alguns criadores distinguem os machos pelas barbatanas mais pontiagudas. Este método, porém, além de subjectivo, não é visível em alevins e juvenis.
2 - Tamanho do Aquário
Considerando (a) o tamanho médio dos ciclídeos africanos (Tangs: 6-10 cm; Mbunas: 12-15 cm; non-Mbuna: 20-30 cm); (b) que quase todas as espécies são territorialistas/agressivas; (c) que estes procriam com frequência (quando bem adaptados ao ambiente) e (d) que a decoração do aquário ocupa muito espaço, o volume mínimo adequado para a criação significativa de ciclídeos africanos seria de aproximadamente 200 litros (100x50x40 cm). Entretanto, para observar o comportamento singular e a procriação destes peixes de maneira adequada e satisfatória, o aquário ideal deveria ter mais de 350 litros (150x50x50 cm). Em tanques menores poderiam co-habitar espécies menores ("mbunas dwarf rock-dwellers", Tangs "shell-dwellers" e Victorian Haps), mas mesmo assim em número reduzido. Em todos os casos a proporção ideal é de cerca de 15-20 litros/peixe. Deve-se dar preferência a aquários mais largos do que altos, em função da decoração: 10 cm a mais num aquário rochoso fazem uma diferença significativa. Ex.: um aqua de 200 L com medidas 100x50x40 (CxLxA) será mais bem melhor aproveitado do que um de 100x40x50.
3 - Parametros Da Água:
3.1 - Temperatura
Temperatura entre 24-27°C. O ideal seria mantermos a temperatura entre 24-26°C pois: (a) temperaturas mais altas aceleram o metabolismo e consequentemente o apetite, aumentando a agressividade; (b) quanto mais alta a temperatura menor a taxa de oxigénio dissolvido na água. Em duas situações seria interessante aumentar a temperatura até o ponto (29-30°C): (a) para promover a desova/procriação e (b) aumentar o apetite e consequentemente o crescimento dos peixes (principalmente dos alevins).
3.2 - Amónia/Nitratos/Nitritos
Todos os peixes em geral são sensíveis à amónia, mas esta é potencialmente mais tóxica para os ciclídeos. A amónia num pH alcalino é muito mais tóxica do que num pH neutro (vide aquas marinhos). Daí a importância: (a) da ciclagem; (b) de uma boa filtragem biológica/mecânica/química; (c) das trocas parciais de água mais frequentes e (d) do controle populacional.
3.3 - O2 x CO2
Os ciclídeos africanos necessitam da água com alto grau de oxigénio dissolvido e baixo grau de CO2. A ausência de plantas dificulta a manutenção deste parâmetro. Se criarmos uma forte movimentação na superfície da água, aumentaremos as trocas gasosas (dissolução de O2 e evaporação de CO2), então, teremos uma concentração maior de O2 e menor de CO2 (vide aquas marinhos). Quanto maior a movimentação/corrente da superfície menor a quantidade de CO2 e consequentemente maior o pH (basta verificar isto em uma tabela conjugada pHxKHxCO2).
3.4 - pH
Os ciclídeos africanos, ao contrário dos americanos, necessitam de água extremamente alcalina. As faixas típicas para os três lagos são:

Victoria: 7.2-8.6 Malawi: 7.4-8.6 Tanganyika: 7.8-9.0

Estes são valores aproximados, e claro, vão variar naturalmente em diferentes épocas do ano nestes lagos (em função da salinidade, da temperatura etc). É recomendado manter o aquário com pH estável entre 8.2-8.4, que seria uma faixa média, apropriada para os peixes dos três lagos. Como vimos no ítem anterior, a forte movimentação da água ajuda a aumentar o pH, porém outros fatores conjugados também interferem directamente no pH. É o que veremos nos próximos dois itens.
3.5 - KH / NaHCO3
A dureza dos carbonatos (KH) refere-se ao grau de dissolução de carbonatos e bicarbonatos na água. Quanto maior o grau, mais dura é a água. O KH é o responsável pelo tamponamento, que é a capacidade de manter o pH estável. A água dos Rift Lakes contém muito carbonato dissolvido, deixando o KH entre 8-10 (moderadamente dura). Adicionando (nas trocas parciais) Bicarbonato de Sódio (NaHCO3) na proporção aproximada de uma colher-medida cheia para 150 litros de água nova, tamponaremos o pH em aproximadamente 8.1-8.5, dependendo do pH inicial e do movimento de superfície da água.
3.6 - GH / CaCO3
A dureza geral (GH) refere-se à concentração geral/total, principalmente de magnésio e cálcio dissolvidos na água. A relação entre GH e pH é muito pequena, mas é importante para algumas espécies de plantas e peixes. Nos Rift Lakes, a água contém alta concentração de magnésio, deixando o GH entre 10 e 12. Para elevar o GH (e consequentemente o KH), adicione carbonato de cálcio (CaCO3). Sulfato de magnésio pode ser usado para endurecer a água no lugar do cálcio, entretanto, utilizando substratos calcários (halimeda, aragonite, dolomita) o GH/KH ficará estável, sem a necessidade de adicionar estes produtos.
3.7 - Salinidade
A água dos Rift Lakes possui alto grau de sais dissolvidos, mas não do sal comum NaCl, portanto é um erro comum achar que a água dos ciclídeos africanos é salobra. Para suprir a água do tanque de potássio e elementos traços, utilize 1 colher de sal próprio para ciclídeos africanos (não iodado). Não é recomendável a adição de NaCl, salvo sob condições particulares (controle de bactérias, etc.)
4 - Filtragem
Os ciclídeos africanos comem muito, produzindo muitos dejectos que se acumulam rapidamente no aquário. Como não há plantas no tanque, toda a sujidade deve ser removida pela filtragem. Então, quanto mais forte for esta, melhor. Sugere-se um filtro externo com circulação de pelo menos 6 vezes por hora o volume do aquário, acrescido de bombas submersas acopladas a esponjas que (a) aumentam a filtragem biológica e (b) aumentam a corrente interna, mantendo os dejectos mais tempo em suspensão, sendo recolhidos pelo filtro externo. Quando houver "superpopulação" (descrito adiante), devemos ter também uma "superfiltragem" de pelo menos 8x volume/hora.
4.1 - Trocas Parcias
Devido (a) ao facto da amónia/nitratos serem muito mais tóxicos em água alcalina; (b) à ausência de plantas e (c) à superpopulação, a qualidade da água em tanques de ciclídeos africanos deteriora rapidamente. Trocas frequentes tornam-se imprescindíveis, fazendo com que os peixes permaneçam saudáveis e tenham as cores realçadas. Pelo menos 20-30% semanais atendem a esta necessidade. A água de torneira, normalmente utilizada nas trocas, contém cloro/cloraminas. É necessário adicionar um condicionador (tipo "AquaSafe") para eliminá-los junto com os demais metais pesados.
5 - Decoração:
5.1 - Iluminação
Por não haver plantas, a iluminação não necessita ser forte. 0,5 W/L de iluminação fluorescente normal é o suficiente (incluindo, neste valor, uma lâmpada azul actínica, para realçar a coloração dos peixes).
5.2 - Substrato
O cascalho correcto num aquário de ciclídeos africanos é de vital importância para um bom desenvolvimento do aquário. É ele que tampona o pH num "reef doce". Logo abaixo são citados alguns tipos de cascalho indicado para ciclídeos africanos:
African cichlid mix - cascalho importado dos EUA, de excelente qualidade, promove um aumento de biologia pela estrutura porosa, e mantém um pH alto recomendado. Na cor cinza/branco/grafite, é altamente recomendado.
Halimeda - cascalho normalmente usado em aquário de corais, possui todos os elementos bioquímicos recomendados para este aquário. Possui a vantagem de ser nacional e ter um custo mais reduzido. Consegue manter uma dureza alta e um pH excelente.
Caribean Sea Aragonite - cascalho importado dos EUA, normalmente usado nos grandes aquários de ciclídeos africanos, pela sua excelência bioquímica e pela sua bela cor branca que realça as cores dos peixes. É pesado com granulagem média-fina, mantém o pH alto e dureza correcta.
Dolimita - cascalho mais comum, possui características alcalinizantes e preço baixo, mas não é recomendável. Desvantagem: perde com o tempo a sua força alcalinizante e altera pouco a dureza da água por não ser de material exclusivamente calcário.
Cascalho de conchas - muito comum no passado para aquários marinhos, é recomendável para ciclídeos mas não se dissolve bem com o tempo, perdendo o poder de tamponamento que os três primeiros possuem.
5.3 - Pedras
O aquário de ciclídeos africanos deve ser decorado com areia e rochas, em quantidade apropriada para simular o ambiente natural dos Rift Lakes habitado pela maioria das espécies escolhidas para o aquário. As tocas servem de abrigo e como "ninho" para reprodução. As tocas serão ocupadas e se tornarão territórios defendidos agressivamente (principalmente durante a desova). As rochas, cobertas de algas, servem de fonte de alimento para os herbívoros. A movimentação forte da água evita que depósitos de sujeira acumulem-se entre as rochas. A agressividade está ligada à quantidade de tocas, uma vez que quanto menos tocas, mais disputa por elas.
5.4 - Plantas
Normalmente não são usadas em aquários de ciclídeos africanos. A maioria deles são parcialmente ou totalmente herbívoros, tendendo a comer quase todas as espécies de plantas. Além disso, o pH muito alto, com baixa quantidade de CO2 dissolvido, não favorece o crescimento da maioria das plantas.
6 - Alimentação
Os mbunas são basicamente herbívoros, enquanto os non-mbunas são omnívoros, assim como a maioria dos Victorian Haps e Tangs (uma importante excepção são os Tropheus e Góbios que são herbívoros quase que exclusivamente, qualquer dose maior de proteína animal é suficiente para adoecê-los). Entretanto, todos os ciclídeos africanos tenderão a comer qualquer alimento oferecido. O problema é que uma dieta errada poderá causar uma doença fatal nos ciclídeos africanos chamada "Malawi Bloat" (mais a seguir). O ideal é alimentá-los 2-3 vezes/dia, o suficiente para o consumo em até 2 minutos, deixando-os em jejum 1 dia na semana. Uma alimentação 90% herbívora e 10% animal (artémias) é a combinação ideal. A alimentação está ligada à agressividade, como veremos a seguir.
7 - Agressividade
Quase todas as espécies são territoriais e intolerantes com (pelo menos) sua própria espécie. Em algumas espécies mesmo as fêmeas mostram comportamento territorial (M. chipokee e M. auratus, Ps. lombardoi...). Às vezes a agressão do macho é directamente contra algum peixe de coloração semelhante (especialmente entre Aulonocaras). Alguns Neolamprologus do complexo brichardi são mais tolerantes entre si e podem inclusive formar colônias hierárquicas baseadas no corporativismo, se o aquário tiver espaço suficiente para comportá-los.
7.1 - Hierarquia Social
Os ciclídeos africanos, mesmo fora dos limites de um tanque, formam uma hierarquia social, que funciona tanto inter quanto intra espécies. Assim, um macho é o peixe hiperdominante do tanque, tendo o comportamento mais agressivo, perseguindo todos (principalmente os machos) que se aproximarem, não somente no período da desova. Entre as espécies haverá um macho dominante, que não tolerará nenhum outro macho de sua espécie no tanque. O dominante acabará matando o(s) outro(s). Mesmo em aquário maiores (400-500 L) algumas espécies mais agressivas (M. chipokee e M. auratus) não aceitarão a presença de outro macho da sua espécie no tanque. O ideal é mantermos um "harem" de 2-3 fêmeas para cada macho. A hierarquia é melhor observada quando não há actividade de desova no tanque. Quando está desovando, tanto o macho quanto a fêmea tornam-se mais agressivos, podendo "quebrar" a hierarquia.
7.2 - Controle
A agressividade dos ciclídeos está ligada basicamente a dois factores: sexo e comida. Para tentar controlar a agressividade, devemos (a) manter o número de machos bem menor que o de fêmeas, criando "haréns"; (b) montar as rochas formando muitas tocas (2-3/macho), para diminuir a disputa; (c) baixar a temperatura (25-26°C), para não aumentar o metabolismo; (d) alimentação 2-3 vezes ao dia (consumo até 2 minutos). Além dessas medidas, há uma teoria de "superpopulação" do tanque, que dispersaria a atenção dos machos dominantes, não fixando em uma só vítima. Caso o aquarista opte por superpopular o aquário, deve, então superfiltrar a água. A adição de alguns peixes rápidos de superfície (dânios, paulistinhas) também ajuda a dispersar a agressividade.
8 - (Re)Introdução de (Novos) Peixes
Ao introduzirmos os peixes no aquário recém montado, devemos evitar colocar os mais agressivos primeiro. O "ranking" de agressividade entre os Mbunas tem no "pódium" M. auratus, M.chipokee, Ps. lombardoi "Kennyi", seguidos pelos outros Pseudo- e Labidotropheus. Os Labidochromis e Aulonocaras são espécies menos agressivas (para os padrões dos ciclídeos africanos!). Ao reintroduzirmos um peixe no aquário, devemos ter em atenção o facto de que este voltará à base da "pirâmide social". Para evitarmos algum incidente, devemos reintroduzí-los durante a alimentação, podendo apagar as luzes, para que o novo habitante possa encontrar algum abrigo. Um novo habitante será perseguido/caçado durante as primeiras semanas e não revidará, averiguando a hierarquia social do grupo. Quando estiver adaptado, começará a desafiar os que se encontram na base da pirâmide.
8 - Reprodução
Sendo todos ovíparos, as fêmeas dos ciclídeos africanos desovam na água, sendo em seguida fecundados pelo macho no próprio substrato.
8.1 - Desova
Se a água, a comida e a filtragem estiverem dentros dos parâmetros ideais, os ciclídeos africanos desovarão com frequência. Os Mbunas começam a desovar a partir dos 7 meses de vida. Algumas espécies chegam a desovar mensalmente. O macho prepara a toca e corteja a fêmea. Neste período tendem a ficar mais agressivos.
8.2 - Incubação Bocal
Em algumas espécies (Mbunas, por exemplo), as fêmeas carregarão os ovos fertilizados em sua boca e os incubarão. As larvas chocarão após 14-21 dias. Quando estes chocarem (10-30 larvas), ainda permanecerão durante 18-25 dias (dependendo da espécie e da temperatura). Quando os alevins alcançarem cerca de 1 cm, estarão aptos a alimentar-se e a nadar livremente. Quando as fêmeas carregam ovos, recusam-se a comer (característica que pode ser confundida com a doença hidropsia); a sua boca parece cheia, fazendo movimentos de mastigação frequentemente.
8.3 - Stripping Fry
É a técnica de retirar manualmente os alevins da boca da mãe.
8.4 - Crescimento dos alevins
Para um crescimento saudável e eficaz, as trocas parciais deverão ser mais frequentes e a quantidade de proteína animal (artémias) deve ser maior (70% vegetal, 30% artêmias). A temperatura deve ficar entre 28-29°C para aumentar o metabolismo e o apetite.
8.5 - Hibridismo
Espécies diferentes de um mesmo género (especialmente entre Aulonocaras e Pseudotropheus), poderão procriar (principalmente, quando não houver um número satisfatório de fêmeas de sua espécie disponíveis), produzindo crias híbridas que costumam ser estéreis, fracas, sem coloração intensa, e muitas vezes com deformações. O macho hiperdominante, principalmente, também tentará procriar com fêmeas de outras espécies no mesmo género.
9 - Doenças
Além das doenças "convencionais", a que todos os peixes estão sujeitos, os ciclídeos estão sujeitos a uma fatal, chamada "Malawi Bloat" (semelhante à hidropsia). Apesar do nome, ela pode atacar os peixes dos três lagos.
9.1 - Sintomas
O primeiro sintoma é a perda do apetite. Os ciclídeos africanos são sempre vorazes ao se alimentarem. Somente a fêmea, quando está carregando ovos, é que perde o apetite. Os sintomas secundários incluem inchaço anormal do abdomen, respiração ofegante, fezes brancas, ficar parado no fundo do tanque ou ofegando na superfície. Marcas vermelhas em volta do ânus ou ulcerações na pele podem aparecer. Neste ponto já é tarde para recuperar o peixe, pois a extensão dos danos já atingiu o fígado, os rins e/ou a bexiga natatória. A morte normalmente acontece em 24-72 horas (em alguns casos em até 1 semana).
9.2 - Causas
As principais causas do Malawi Bloat são: (a) dieta errada, que irá irritar o sistema digestivo/excretor dos peixes (evitar tubifex, blood worms, larvas e artêmias em excesso, e mesmo flocos e pellets contendo este. Os Mbunas são basicamente herbívoros. Mesmo os non-Mbunas devem ter a alimentação animal restrita. (b) longa exposição à água de baixa qualidade: parâmetros incorretos, falta de trocas de água e superalimentação. (c) Excesso de sal (NaCl): na tentativa de simularmos o ambiente ideal, frequentemente, exageramos na quantidade de sal, sobrecarregando os orgãos internos dos animais.
9.3 - Tratamento
Só há tratamento no estágio inicial da doença. Quando percebermos que o peixe perdeu o apetite, devemos removê-lo e iniciar o tratamento imediatamente. Uma solução de Metronidazole (Emtryl), ou um Bactericida para aquários, em conjunto com uma oxigenação forte, temperatura entre 29-30°C, e trocas diárias de 30%, poderão salvar o peixe. O tratamento deve seguir até o peixe voltar a ter o seu apetite normal.
10 - Referências
C.M.C.A
Malawi Cichlid Homepage
African Cichlid Recipe
African Cichlids
Cichlids Great and Small
Nota Final
Este "Manual" é apenas um resumo de uma série de artigos que eu consegui na net em diversos sites especializados em Ciclídeos Africanos. Os sites brasileiros, em sua maioria (sem, é claro, querer desmerecê-los), abrangem basicamente aquários comunitários típicos e aquários plantados (tipo holandês); informações específicas sobre aquários de ciclídeos africanos quase não há nos sites que eu procurei. Como consegui muita informações em sites estrangeiros, resolvi compilar estas informações e resumi-las num único texto. Ao compartilha-lhas quero deixar claro que se trata meramente de uma contribuição para os interessados em aquariofilia. 


O VIDEO AGORA.



domingo, 29 de setembro de 2013

OLA GENTE HOJE COLOCAREI TUDO SOBRE O PEIXE OSCAR.

O Peixe.

Também conhecido como Acará-açu e Apairi, o Oscar(Astronotus ocellatus) é mais um membro da numerosa família Cichlidae, a mesma dos Ciclídeos Africanos e de outras preciosidades do aquarismo, como o Acará Bandeira e o Disco. Natural da região equatoriana do Peru, Colômbia, Brasil e Guiana Francesa, ocorre em rios da bacia Amazônica com correntes lentas e águas brancas, ou seja, com teor de argila em suspensão.Esse peixe pode ser criado com outros peixes do mesmo tamanho ou ligeiramente menores, às vez(es)
pode ser criado para o consumo humano e como predador de caramujos também. Ele consegue mudar a tonalidade se estiver bravo, assim como apresentarem uma membrana debaixo do opérculo.

Na natureza apresentam coloração escura com desenhos em mosaicos alaranjados, podendo atingir até 45cm de comprimento e pesar aproximadamente 1,5 kg. Variedades com aspecto e coloração diferentes são hoje encontrados no mercado, a partir de exemplares criados em cativeiros. Alguns exemplos são o Oscar Red, Red Tiger, Albino Red Ruby, Albino Red Tiger, além de variedades com nadadeiras véu.

Habitam rios com ph ligeiramente ácido (6,8 a 7,0) e águas quentes. A temperatura é um dos principais fatores limitantes de sua distribuição. Em cativeiro, toleram grande variação de ph e dureza da água, desde que a temperatura mantenha-se constante, próxima a 28°C. Temperaturas baixas podem ser letais para esta espécie.

O oscar apresenta grande valor comercial. Além de ser amplamente cultivado como peixe ornamental, também é infelizmente apreciado como peixe de consumo, devido a qualidade de sua carne, com boa consistência e livre de espinhos intramusculares. O crescimento lento, quando comparado a outras espécies, dificulta seu cultivo para este fim. 

Os aquaristas descrevem o Oscar como um peixe simpático e brincalhão, capaz de reconhecer o dono e alimentar-se em sua mão. Chega a permitir carícias em seu dorso. É um exímio decorador, remexendo o fundo do aquário e mudando constantemente o arranjo de pedras, conforme seu gosto.

O Oscar é resistente a doenças quando adulto, porém é mais sensível quando filhote. Ele tem o hábito de destruir tudo e qualquer decoração do aquário, por isso não se preocupe muito com essas coisas, além do mais consegue arrastar pedras pesadas, revolvem areia e arrancam plantas.

É simpático e sociável e é capaz de reconhecer o seu tratador, pegar a comida na mão ou até mesmo pular para fora do aquário para apanhá-la. Costuma deixar que se façam carícias em seu dorso. Aos menos avisados, os movimentos lentos de seu nado podem sugerir que sejam peixes de fácil convívio com outras espécies. Na verdade são peixes carnívoros, extremamente vorazes e territoriais. Peixes menores são sempre vistos como presas, portanto não devem ser introduzidos em aquários com Oscar.

Mesmo que sejam adquiridos ainda pequenos, deve-se considerar o potencial de crescimento dessa espécie, que, em cativeiro pode passar dos 30 cm. Necessitam de aquários com bastante espaço, principalmente se forem mantidos com outros peixes de grande porte ou para abrigar um casal. Os ideais são aquários com até 250 litros. Não devem ser mantidos em aquários com menos de 100 litros, mesmo que seja para manter um exemplar.

Arrow Veja a Ficha Técnica.

Arrow Alimentação.

É uma alimentação bem simples e fácil de ser encontrada, e não é muito cara, mas o Oscar tem fama de ser guloso, também pelo tamanho que ele pode alcançar não podemos culpá-lo. Alimentos vivos (como pequenos peixes), carnes cruas também são uma ótima escolha.

Na natureza alimentam-se de pequenos peixes, crustáceos, moluscos e larvas de insetos. Devido ao seu hábito alimentar carnívoro, quando mantidos em aquários requerem uma dieta de qualidade, com nível alto de proteína. Além disso, para o bom desenvolvimento e manutenção saudável desses peixes é indispensável um balanceamento correto dos macronutrientes (proteína, fibras e gordura) e micronutrientes (vitaminas e minerais). Os Oscars apresentam uma carência específica de vitamina C, sendo essencial o suprimento desta necessidade.

Arrow Reprodução.

O Oscar não apresenta dimorfismo sexual (diferenças aparentes entre machos e fêmeas), porém alguns considerarem que os machos crescem mais rápido que as fêmeas. Apesar das poucas informações sobre a reprodução desta espécie na natureza, acredita-se que alcançam a maturidade sexual com aproximadamente um ano de idade , reproduzindo-se até os dez anos. Desovam entre 700 e 2000 ovos por ciclo, em superfícies lisas (pedras, troncos, etc), demonstrando cuidados parentais, ou seja, os pais tomam conta da desova e dos pequenos filhotes após o nascimento.

Arrow O aquário é uma peça sempre muito importante, pois além de servir de alojamento será um adereço decorativo pra sua residência.


Como todo peixe deveria ser criado em um aquário grande, de preferência um de 100 litros, esse nosso amiguinho pode atingir um tamanho bastante razoável, em média 35 cm, pra ele é recomendável um aquário de no minio 200 litros. Por ser um peixe de hábitos diurnos recomenda-se que nesse período o aquário esteja tampado para evitar que ele pule pra fora. Quanto à iluminação ele necessita 12h no escuro e 12h no claro. É interessante que você coloque algumas plantas que servem de abrigo para o animal, sempre atento se ele não ira destruí-las. A temperatura ideal deve ser entre 21ºC e 26ºC.

Arrow Não deixe de limpar sempre onde seu animal fica, isso é muito importante para seu conforto e do próprio bichinho.

A única e principal higienização é com o aquário mesmo, que deve ser limpo a cada 15 dias ou uma vez por mês, tudo vai depender claro de como estiver a água. Se estiver começando a ficar turva é bom ser trocada. Essa troca de água é parcial, ou seja, apenas 20% do total que vai ser retirada, recomenda-se também sempre efetuar esse processo em época de verão e evitar no inverno. Se possível lavar os filtros também e nunca usar cloro.

É recomendável ter um bom sistema de filtragem, de preferência um Sump, com pelo menos 20% da capacidade do aquário principal, as mídias filtrantes podem ser Perlon (acrilon) para tirar a sujeira mais grossa, carvão ativado ou purigem (melhor opção) faz a limpeza de cloro, amônia e outros materiais prejudiciais ao peixes, cerâmicas e argila expandida para proliferação de bactérias benéficas ao aquário.

sábado, 28 de setembro de 2013

OLA GENTE HOJE COLOCAREI TUDO SOBRE TETRA NEGRO.

Ficha do peixe Tetra Negro



O Gimnocorymbus Ternetzi , o tetra negro, como é chamado popularmente, tem um faixa preta na parte posterior de seu corpo. Já o tetra Véu diferencia-se pela grandes nadadeiras em forma de véu. Muito fácil de ser criado pôr não molestar ninguém recomendável em aquários comunitários, não muito exigente quanto as condições da água, mas não se pode deixa-lo em condições extremas .

Vive em meia-água, deve-se deixar um aquário bem plantado com plantas baixas para não atrapalhar seu caminho pois é de extrema vivacidade. Não se pode deixa-lo em variações de temperaturas muito fortes, pois ele pode adquirir Ictio facilmente.

Na alimentação também não é exigente, come tudo, ração, alimentos vivos .

Quanto a sua reprodução retirar do aquário comunitário e colocar o casal em um aquário apropriado para reprodução com as mesmas condições de química da água e temperatura, Com um cortejo prolongado a certeza do acasalamento é evidente, a fêmea solta seus óvulos nas plantas e o macho fecundará com seu espermatozoide quase que no mesmo momento. A eclosão ocorre depois de 24 a 28 horas e os alevinos se alimentaram com seu saco vitelino pôr 3 dias, antes de obter uma natação livre. Neste ponto o aquarista terá que alimenta-los com Nauplius de Artemias, achamos que o casal deve ser retirado do aquário de reprodução assim que houver a fecundação dos óvulos. A distinção entre o macho e a fêmea é que o macho tem sua nadadeira dorsal mais pontiaguda num formato triangular em relação a fêmea.


Temperatura: 21 a 28c°
Reprodução: Oviparo
Origem: America do sul
Ph: 6.8 a 7.0
Dh: 8
Iluminação: Média 10hs
Alimentação: Centro

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

OLA GENTE HOJE COLOCAREI TUDO SOBRE PANGASIUS.

Cultivo do Bagre Pangasius

PANGASIUS O BAGRE DO VIETNÃ




Este bagre tem as carac­te­rís­ti­cas que o con­su­mi­dor bra­si­leiro pro­cura, tem tex­tura firme, cor branca, sabor suave e sem espi­nhas. É muito ver­sá­til per­mite vários tipos de pre­pa­ros (gre­lhado, frito, assado e ensopado).

Esta espé­cie se desen­volve natu­ral­mente de maneira rápida, e por não ser car­ní­voro, suporta a cri­a­ção em ambi­en­tes com altís­sima den­si­dade populacional.

Esses moti­vos, asso­ci­a­dos às téc­ni­cas avan­ça­das de cri­a­ção e pro­ces­sa­mento fazem deste bagre uma opção eco­no­mi­ca­mente viá­vel , sendo sucesso nos EUA como quinto pes­cado mais pro­cu­rado e em mais de 240 paí­ses pelo mundo.

Cul­tivo

O Panga® (nome comer­cial), é cul­ti­vado a mais de 1000 anos no Rio Mekong, um dos mai­o­res rios do mundo, loca­li­zado no sudeste asiá­tico. O nome Mekong vem do idi­oma tai­lan­dês e sig­ni­fica, em tra­du­ção livre, “Mãe água”.

A bacia do Mekong é uma das mais ricas do mundo em bio­di­ver­si­dade, sendo que mais de 1200 espé­cies de peixe já foram des­co­ber­tas na região e são uma fonte vital para a dieta da popu­la­ção local.

Além do Vietnã, tam­bém é ampla­mente cul­ti­vado em vários paí­ses da Ásia, incluindo Tai­lân­dia, Nepal, Paquis­tão, Índia, Ban­gla­desh, Laos, Myan­mar, Indo­né­sia e Cam­boja e nas Filipinas.

Nos pai­ses asiá­ti­cos esses bagres são cri­a­dos em vivei­ros de terra , em alta den­si­dade com baixa reno­va­ção de água durante o cul­tivo e são ali­men­ta­dos com rações comer­ci­ais de baixo custo unitario.

Cri­a­dos em regime semi-intensivo em vivei­ros esca­va­dos, ou cri­a­dos em sis­te­mas de cri­a­ção inten­siva de alta den­si­dade, e ainda, em raceways e tanques-redes.

O Pan­ga­sius pode che­gar a 1 kg de peso na des­pesca num período de 6 meses de cultivo, iniciando com ale­vi­nos esto­ca­dos de 20 gramas.

Pos­sue um rápido cres­ci­mento e uma ele­vada taxa de sobre­vi­vên­cia por uni­dade de área (kg/m³), com­pa­ra­dos aos tra­di­ci­o­nais pei­xes cultivados.

É um bagre de água quente tro­pi­cal que cresce a um máximo de 1,3 metros de com­pri­mento atin­gindo 44 kg na natu­reza, vivem em pH 6.5 a 7.5 e a uma tem­pe­ra­tura da água de 22 a 26 °C.

Na fase de ale­vino esse peixe é fito­plan­tó­fago e zoo­plan­tó­fago na fase juve­nil alimenta-se de algas, zoo­plânc­ton, plan­tas supe­ri­o­res, e inse­tos aquá­ti­cos. Na fase adulta ele come fru­tos, crus­tá­ceos e peque­nos peixes.

As fêmeas atin­gem a matu­ri­dade sexual cri­a­das nos vivei­ros esca­va­dos, à par­tir três anos e os machos no segundo ano.

Uma fêmea pode pro­du­zir cerca de 1 milhão de óvulos madu­ros e as deso­vas podem ser indu­zi­das por hormô­nios de extra­tos de hipó­fise e hormô­nios sin­té­ti­cos HCG.
esquema de repro­du­ção do bagre asiá­tico ; fonte FAO

As fêmeas rece­bem duas a três doses de hormô­nios com inter­va­los de seis horas e os machos somente uma dose no final.

A extru­são (reti­rada dos óvulos da fêmea) ocorre cerca de 20 a 24 horas após a última dose de apli­ca­ção e os repro­du­to­res podem ser indu­zido nova­mente com três a qua­tro meses após a desova, e na natu­reza deso­vam até duas vezes ao ano.
incu­ba­dora de 200 litros com larvas

As pós-larvas depois do período ini­cial nas incu­ba­do­ras são leva­das para vivei­ros de terra de 1000 até 5000 m2, povo­a­das numa den­si­dade de 400 a 500 pós-larvas /m2.

Os vivei­ros ( após a cala­gem pré­via de 7 a 15 dias ) são adu­ba­dos com fer­ti­li­za­ção orgâ­nica , dois a três dias antes do povo­a­mento com as pós-larvas e man­ti­dos a uma lâmina dágua de 1/3 do volume total de água .
viveiro com fer­ti­li­za­ção orgânica

A pro­vi­são de ali­men­ta­ção natu­ral riquís­sima em fito e zoo­plânc­ton desen­volve os ale­vi­nos de 0,3 a 1,0 g, em 30 dias .

Após este período são trans­fe­ri­dos, atra­vés de rede de arrasto sele­tiva ,para vivei­ros de terra com até 200 m2 de área na den­si­dade de 100 a 150 ale­vi­nos / m² e cri­a­dos até atin­gi­rem 20 a 25 gramas.

A taxa de sobre­vi­vên­cia para esta fase fica em torno de 60% dos pei­xes à par­tir do povo­a­mento nesta densidade.

O Pan­ga­sius pos­sui res­pi­ra­ção aérea facul­ta­tiva tolera bai­xos indi­ces de oxi­gê­nio ( O2D ) como cerca de 0,05 a 0,1 mg/litro de água.

É um ani­mal extre­ma­mente tole­rante a altas den­si­da­des de esto­ca­gens nos vivei­ros de engorda esca­va­dos e nos tanques-redes.
vivei­ros esca­va­dos acima de 2000 m2

Em vivei­ros esca­va­dos de 1000 m2 até 10.000 m2 de terra com pro­fun­di­dade média de 1,5m e baixa troca de água durante o dia, são esto­ca­dos 20 a 40 pei­xes / m2 , com cerca de 100 gra­mas , e em algu­mas pis­ci­cul­tu­ras mais inten­si­vas uti­li­zam den­si­da­des de até 40 a 60 pei­xes /m2 .

A pro­du­ção mínima obtida no sis­tema de cri­a­ção em viveiro esca­vado com ali­men­ta­ção comer­cial é de no mínimo de 50 tone­la­das /ha e podem che­gar a pro­du­zir 300 a 500 tone­la­das /ha , com pei­xes de 1,0 a 1,5 kg após seis meses de cultivo.

Para cri­a­ção em tanques-rede nos rios do delta do rio Mekong as expe­ri­en­cias são bem suce­di­das usando-se gai­o­las de grande volume (50 a 1000 m3) com a pro­du­ção de 100 a 120 kg/m3.

Sabe-se que no Vie­tinã exis­tem pro­ble­mas sérios com mão-de-obra mal remu­ne­rada, uso indis­cri­mi­nado de anti­bió­ti­cos, desin­fe­tan­tes bani­dos e da polui­ção na água de cri­a­ção do Pangasius.

O Bagre Pan­ga­sius estará sendo sub­me­tido inter­na­ci­o­nal­mente a um rigo­roso pro­cesso de Nor­ma­ti­za­ção e Padrões Glo­bais até final de 2010, obje­ti­vando a comer­ci­a­li­za­ção com somente prá­ti­cas sau­dá­veis e cor­re­tas sobre o ponto de vista da sani­dade, e de açoes socio-ambientais.

No Bra­sil temos impor­ta­ção para uso em aqua­ri­o­fi­lia , mas deve-se ter o cui­dado no con­trole dese ani­mal nos ecos­sis­te­mas aquá­ti­cos bra­si­lei­ros, e o con­trole deve ser rigoroso.

domingo, 15 de setembro de 2013

OLA GENTE HOJE COLOCAREI TUDO SOBRE MEXIRICA (PEIXE).

Mexirica



Nome científico: Etroplus maculatus
Origem: Índia, Sri Lanka
Família: Cichlidae
Tamanho: 10 cm
Litragem: 100 litros
pH: 8.0
dH: 10
Temperatura: 25ºC
Alimentação: Onívoro
Reprodução: Ovíparo
Comportamento: Pacífico

Dimorfismo sexual: É uma espécie difícil de sexar, pois não existem diferenças notórias entre os sexos. No entanto existem descrições que atribuem coloração mais forte e maior volume aos machos dessa espécie.

Alimentação: Em seu habitat natural o Mexirica é uma espécie Onívora que costuma se alimentar de pequenos crustáceos, alevinos de outras espécies e matéria vegetal. Em cativeiro, aceitam praticamente qualquer alimento oferecido, desde rações flocadas e granuladas até comidas congeladas e alimentos vivos. Algumas plantas mais tenras também podem entrar no cardápio.

Reprodução: A reprodução do Mexirica não é difícil, sem forem mantidos parâmetros próximos aos ideais, e em água salobra. É altamente recomendado que sejam colocados cerca de 10 indivíduos em um aquário, e que se observe a formação de casais. Quando isso ocorrer, os peixes deverão ser separados, e colocados em um aquário só para eles. A postura dos ovos costuma ser em pedras ou troncos de superfície lisa. Os ovos devem eclodir por volta de 3 a 6 dias, isso dependerá da temperatura e da salinidade da água (temperaturas elevadas facilitam a eclosão dos ovos). Após os ovos eclodirem, os pais costumam cavar buracos no substrato, onde levarão seus filhotes, nessa etapa os pais ficam bastante agressivos com qualquer coisa que passe pelo território. O grande segredo em relação ao sucesso dos alevinos, está na salinidade da água.

Quanto a alimentação dos alevinos, esta deve ser feita com micro-vermes, náuplios de artêmia, etc. O aquário deve ter uma vegetação densa, o que elevará as chances de sucesso no desenvolvimento dos alevinos.

Sobre o peixe:
O Mexirica é um peixe facilmente encontrado em lojas de aquários, porém seu lugar de origem é desconhecido pela maioria das pessoas, e de fato é bem interessante por ser um dos poucos membros da família Cichlidae originário da Ásia.

Fácil de entender, o seu nome foi dado de acordo com a sua coloração, semelhante ao da fruta que recebe o mesmo nome. Pode variar de amarelo claro até quase laranja.
O Etroplus maculatus, é um peixe extremamente sensível a variações bruscas de temperatura e são facilmente atacados pelo Íctio, devendo assim o aquarista redobrar sua atenção.

São peixes que preferem águas salobra, e é assim que o aquário ideal para esse peixe deve ser. O volume do aquário deve ter no mínimo 100 litros, com substrato arenoso, e de preferência com vegetação densa. Manter esse ciclídeo em água doce, reduz a sua expectativa de vida, e não permite que atinja sua coloração amarelo intenso, e também acabando com as possibilidades de executar sua reprodução com sucesso.

O ideal, é que seja mantido um casal, porém se isso não for possível, deve-se manter ao menos 3 indivíduos, uma vez que em números menores podem ocorrer perseguições constantes. Rochas e plantas ajudam a diminuir as disputas por território ( ato comum entre os membros da família Cichlidae). São peixes relativamente pacíficos com outras espécies e não existem maiores restrições quanto aos companheiros de aquário, basta apenas que não caibam em sua boca, e que os parâmetros de água sejam compatíveis.



Etroplus maculatus na forma selvagem

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

OI GENTE HOJE COLOCAREI TUDO SOBRE NEONS.

Peixe Neon - Aquário Ideal

Amigos,

Voltamos para falar um pouco do aquário em si... A água, pH, filtragem...
Não deixem de colaborar comentando... Se tiverem material para complementar ficaremos muito felizes em receber...

Mas vamos lá...

O Neon gosta de uma água mais envelhecida (não, ela não tem cabelos brancos...) e sim uma água a mais tempo no aquário... Ou seja... Não vá montar seu aquário e no outro colocar os peixes. Deixe o aquário funcionando somente com as plantas durante uns 15 dias (mínimo) com a filtragem biológica (importantíssimo)... Assim a qualidade e estabilidade da água estará garantida...

Este peixe gosta de aquários plantados (com locais para ele se esconder)... Não que ele não vá viver em outra montagem, mas não é sua preferência...

Troncos, pedras e xaxim (cuidado com o xaxim, pois ele pode alterar o pH radicalmente...) podem ser usados...


Cuidado com a iluminação... Ilumine somente o necessário e sem excessos...





Há produtos no mercado que deixam a água com um tom escurecido e mais próximo do habitat do Neon... Mas cuidado... Pois pode diminuir a quantidade de luz que as plantas recebem e algumas podem morrer (matéria orgânica em decomposição altera o pH). Mas alguns gostam de usar... A Tetra tem o Tetra Black Water que promete deixar a água com cor de chá utilizando extratos, segundo eles, retirado dos rios da Amazônia.


Os peixes Neons (assim como a maioria) prefere locais mais calmos... Assim evite colocar seu aquário do lado de seu aparelho de som e em locais muito movimentados...

A instalação de um bon termostato é fundamental... Deixe a temperatura em torno de 25ºC... No verão a temperatura sobe naturalmente e isso também ocorre na Amazônia.

Faça trocas parciais sem excessos (25% está bom)... Normalmente de 20 em 20 dias está de bom tamanho e não se esqueça de sifonar o fundo (cuidado para não sifonar os Neons). No inverno evite as trocas parciais ou diminua a quantidade...

Neons em aquários comunitários se sentem melhor... Não que você não possa ter somente Neons, mas acontece que eles costumam ficar tímidos.

Peixe Neon - Reprodução

Sejam bem vindos amigos do Aqua Simples. Vamos falar hoje como tentar reproduzir os Neons em aquário.

Já sabemos que a tarefa não é nada fácil. Poucos tiveram sucesso. E qualquer detalhe é importante...

A primeira coisa que devemos ter é um aquário exclusivo para Neons... Densamente plantado e com muito Musgo de Java. Aquário mais escuro... Não vá iluminar fortemente o aquário...

Cuidado com a filtragem... Coloque uma esponja para impedir que seu filtro puxe os ovos ou os alevinos...

Os Neons vivem (na natureza) em águas escuras e ricas em ácido húmico* (veja no final do artigo) e também ácido tânico** (veja no final do artigo). Os ácidos são bacteriostáticos (matam bactérias) impedindo que bactérias tomem conta da água. Assim a água torna-se livre destes agentes indesejáveis... Mas o que isso tem haver com a reprodução?

Na verdade estas águas são livres destas bactérias o que possibilita a desova dos Neons... Os ovos dos Neons são muito sensíveis. E em nossos aquários sempre ocorre algo que impossibilita a reprodução.

Os Neons (peixe ovíparo, dã...) deixam seus ovos soltos na água (que se fixam na vegetação). Os ovos são semi-adesivos e normalmente eclodem de 24 a 36 horas após a postura.

Os pais podem comer a desova... Por isso a importância do aquário ser plantado (muito).

Os alevinos vão se alimentar de infusórios***(veja no final do artigo).

Normalmente se vê os Neons em seu ritual de acasalamento o que se torna difícil de verificar são os ovos e os alevinos...

Na naturaza a desova ocorre no escuro (a água é escura, lembra?) em água ácida e mole.

Os pais não vão ficar tomando conta dos ovos ou dos alevinos... Eles deixam isso com a mãe natureza (em nosso caso com agente).

É importante a questão da alimentação. Dê alimentos vivos variando o cardápio... Os Neons vão sentir a fartura (como na época de cheia) mas cuidado para não colocar comida em excesso, pois corre o risco de mudar a qualidade da água... Alimente 3 vezes ao dia...

Existem diversas formas de tentar montar o ambiente adequado, mas todas elas passam pela características descritas acima.

Vamos a parte prática!



- Escolha um aquário a partir de 40 litros.
- Coloque uma placa de xaxim tratada no fundo (bem pequena, e imagem acima é ilustrativa).
- Cubra o fundo com musgo de Java.
- Coloque um grupo de Neons.
- Água deve ser ácida com o pH em torno de 5,5 a 6,5 e a temperatura em torno de 27 a 29°C e água mole.
- A Iluminação deve ser fraca (não é a vez das plantas e sim de reproduzir).

A desova não tem como se identificar com antecedência, pode ocorrer em qualquer momento. E a eclosão é rápida (24 a 36 horas). Fique atento! Se perceber retire os adultos...

Os ovos são sensíveis a fungos e podemos imitar a naturaza colocando xaxim no aquário, pois o xaxim é um fungicida natural.

Alimente os filhotes com infusórios, náuplios de artêmia e microvermes...

Existem outras formas, se você teve êxito entre em contato conosco... Ficaremos felizes em divulgar o seu método!

*Ácido Húmico: Solução ácida resultante da extração de componentes orgânicos do solo ou do sub-solo, mormente humus, por soluções aquosas percolantes.

Os ácidos húmicos são importantes nos processos de intemperismo e em vários outros processos, afetando o solo e sub-solo por onde migram como, por exemplo, na solubilização de Fe+3 de óxidos e hidróxidos de Fe (oxidado e insolúvel) das limonitas de solos lateríticos através da redução para Fe+2 pelo ácido húmico, propiciando a migração do Fe até locais de maior oxidação onde é novamente precipitado e fixado como óxidos e hidróxidos, podendo formar concreções, veios preenchidos, cimento de partículas, etc..


**Ácido Tânico: Também denominado de tanino, é uma designação atribuída a várias substâncias orgânicas amareladas muito difundidas no reino vegetal, que são ligeiramente solúveis em água, apresentam um sabor levemente adstringente e que, com sais férricos, provocam colorações negras e verdes. O ácido tânico é usado em curtumes e no fabrico de tintas (como mordente) e produtos farmacêuticos.